Brasília corre junto na 53ª edição da Corrida de Reis

Fotos: Divulgação/SEL-DF

Na manhã deste sábado (31), Brasília virou pista. A 53ª Corrida de Reis tomou conta da cidade e mostrou, mais uma vez, por que a prova é um dos eventos esportivos mais tradicionais do calendário nacional. Entre atletas e espectadores, cerca de 30 mil pessoas acompanharam o movimento que começou no Palácio do Buriti e terminou na Arena BRB Nilson Nelson, transformada em ponto de encontro e celebração.

Com 17 mil inscritos, a edição reuniu diferentes perfis de corredores: iniciantes, amadores experientes, atletas de elite e participantes da categoria PCD. O cenário urbano, aliado à presença do público ao longo do percurso, reforçou o caráter coletivo da corrida, que vai além do cronômetro e da classificação final.

A Corrida de Reis se mantém como um símbolo do esporte em espaço público. Para o secretário de Esporte e Lazer do DF, Renato Junqueira, o evento traduz o potencial do esporte como ferramenta de inclusão e promoção da saúde, ao reunir milhares de pessoas em uma experiência compartilhada nas ruas da capital.

Na chegada, a mistura de cansaço e conquista era visível. Para muitos corredores, cruzar a linha final na Arena BRB é um ritual. A corredora Mariana Lopes, que completou os 10 km, resumiu o sentimento ao destacar a energia da prova e a relação afetiva que a cidade cria com quem corre.

Disputa de alto nível

A prova de 10 km também foi marcada pelo desempenho dos atletas de elite. No feminino, a vitória ficou com Viola Jelagat Kosgei, seguida por Ayelu Lema Deme, Larissa Marcelle Moreira Quintão, Carmem Silva Reges Pereira e Regiane Braga de Souza. Entre os homens, Wilson Mutua Mania cruzou a linha de chegada em primeiro, com Fábio Jesus Correia, Giovani dos Santos, Pablo Fagundes da Costa e Gustavo Barros de Souza completando o grupo dos cinco melhores.

A presença da categoria PCD Cadeirantes reforçou o perfil inclusivo do evento. Atletas como Rosilaine Costa de Sousa, Antônio Oliveira Rodrigues, Diego Lima Costa e Jesus Rumaldo Esparragoza Melendez concluíram o percurso sob aplausos, em uma demonstração de resistência e protagonismo.

Quando o esporte vira encontro

O encerramento manteve o clima de celebração. Com a chegada dos corredores, o público seguiu para o show da banda Jammil, dentro da Arena BRB Nilson Nelson, respeitando a capacidade do espaço.

Mais do que uma corrida, a Corrida de Reis segue cumprindo um papel claro: ocupar a cidade, aproximar pessoas e transformar o esporte em experiência coletiva — onde cada passo conta, dentro e fora da pista.

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