Tecnologia e voto: TSE discute riscos da desinformação nas eleições de 2026

Foto: Alejandro Zambrana/Secom/TSE

A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, voltou a chamar atenção para os impactos da desinformação e do uso indevido de novas tecnologias no processo eleitoral brasileiro. O alerta foi feito durante a abertura do Seminário da Justiça Eleitoral sobre Segurança, Comunicação e Desinformação, realizado em Brasília, em meio aos preparativos institucionais para as Eleições Gerais de 2026.

Segundo a ministra, a disseminação de conteúdos falsos e manipulados representa uma ameaça direta à liberdade de escolha do eleitor. Para ela, quando a informação é distorcida, o voto deixa de refletir a vontade real do cidadão, comprometendo a legitimidade democrática. A presidente do TSE destacou que a dúvida, quando instalada, fragiliza a confiança no sistema eleitoral e contamina o ambiente democrático.

Cármen Lúcia afirmou que o desafio imposto pela inteligência artificial e por outras tecnologias digitais exige respostas articuladas e responsáveis do Estado. O enfrentamento à desinformação, segundo a magistrada, deixou de ser uma preocupação isolada e passou a integrar a agenda global das democracias, demandando planejamento, prevenção e atuação conjunta entre as instituições.

A ministra ressaltou que a Justiça Eleitoral tem buscado se antecipar aos riscos, atuando de forma integrada com a Polícia Federal, os tribunais regionais eleitorais, as Forças Armadas, o Ministério Público e a imprensa. Para ela, a solidez do processo eleitoral depende da confiança pública nas instituições e da cooperação entre os órgãos de Estado.

Durante o seminário, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, reforçou a importância dessa atuação coordenada. Ele informou que a PF terá papel estratégico nas eleições de 2026, com foco na segurança dos candidatos à Presidência da República, na investigação de crimes eleitorais — especialmente aqueles associados a organizações criminosas — e no monitoramento de ameaças que possam comprometer a normalidade do pleito.

A presidente do TSE também destacou a evolução histórica da Justiça Eleitoral brasileira e o papel da urna eletrônica como instrumento seguro, transparente e auditável. Segundo ela, garantir que o eleitor exerça seu direito de forma livre e tranquila é um dever institucional e um compromisso democrático.

O seminário segue até quinta-feira (29) e reúne servidores da Justiça Eleitoral, da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, com foco no aperfeiçoamento das estratégias de segurança, comunicação institucional e combate à desinformação no contexto das eleições de 2026.

Últimas