A quantidade de alimentos e bebidas apreendidos por irregularidades sanitárias no Distrito Federal aumentou de forma expressiva em 2025. Dados da Diretoria de Vigilância Sanitária da Secretaria de Saúde indicam que o volume de alimentos recolhidos saltou de 15,3 toneladas em 2024 para 39 toneladas neste ano, enquanto as bebidas apreendidas passaram de 10 mil litros para 23,6 mil litros.
As ações envolvem produtos vencidos, armazenados de maneira inadequada ou comercializados sem rotulagem e registro sanitário. Segundo a Vigilância Sanitária, esse tipo de irregularidade representa risco direto à saúde da população, já que compromete a qualidade e a segurança dos alimentos.
De acordo com a diretora de Vigilância Sanitária, Márcia Cristina Olivé, produtos fora do prazo de validade ou sem procedência comprovada podem causar intoxicações alimentares, reações alérgicas e outros agravos à saúde. “Após o vencimento, o fabricante não garante mais a segurança do produto, que passa por processos de decomposição química”, explicou.
Somente no último fim de semana, operações de fiscalização apreenderam bebidas acondicionadas em garrafas sem rótulo, além de alimentos como mel, salgadinhos e biscoitos comercializados de forma irregular. Para a fiscalização, a ausência de identificação impede qualquer garantia sobre a origem e as condições sanitárias desses produtos.
O aumento das apreensões, segundo a Secretaria de Saúde, está relacionado ao reforço da fiscalização e ao crescimento no número de denúncias feitas pela população. A ampliação do quadro de auditores e a retomada de operações integradas e especiais também contribuíram para intensificar o controle sanitário.
A Vigilância Sanitária orienta que consumidores verifiquem sempre a data de validade, a rotulagem e as condições de armazenamento dos produtos. Em caso de suspeita, a recomendação é não consumir e registrar denúncia pelo telefone 162. “Na dúvida, a orientação é não comprar nem consumir”, reforçou a diretora.




