Assessor de Trump ajudou a organizar jato usado por Flávio Bolsonaro em viagem aos EUA

Jason Miller teria participado da articulação do voo particular que levou o senador e sua família da Argentina até Miami após a eleição presidencial

O estrategista político Jason Miller, assessor de comunicação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, participou da organização do jato particular utilizado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para chegar aos Estados Unidos após a derrota na eleição presidencial brasileira. As informações foram divulgadas por The New York Times e The Wall Street Journal e posteriormente confirmadas pelo próprio Miller ao portal Metrópoles.

Segundo as reportagens, a articulação começou na segunda-feira (26), após determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que Flávio entregasse seus passaportes e não deixasse o Brasil. A Polícia Federal informou posteriormente que os documentos foram cancelados diante do descumprimento da decisão.

Miller teria integrado um grupo que manteve contato com Eduardo Bolsonaro para viabilizar o transporte. Flávio e a família seguiram da Argentina em um jato particular, fizeram escala no Equador para reabastecimento e desembarcaram em Miami na quarta-feira (28). O senador estava acompanhado da mulher e das duas filhas.

A origem do pagamento pelo fretamento ainda não está totalmente esclarecida. O proprietário da aeronave afirmou que recebeu US$ 150 mil por meio de uma transferência realizada a partir dos Estados Unidos e que o serviço foi contratado por um intermediário do setor aeronáutico baseado na Flórida.

Miller mantém relação próxima com Donald Trump e participou de campanhas presidenciais do republicano. Durante a eleição brasileira de 2026, também manifestou publicamente apoio a Flávio Bolsonaro. Após a votação, compartilhou manifestações do senador contestando o resultado eleitoral.

O caso ganhou repercussão por envolver integrantes ligados ao governo norte-americano na logística da viagem. Até o momento, permanece em discussão se a atuação ocorreu em caráter pessoal ou no exercício de funções relacionadas ao governo dos Estados Unidos.

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