O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), reagiu nesta sexta-feira (9) à divulgação de áudios e documentos atribuídos ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, sobre supostos pagamentos relacionados a um documentário sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em publicação nas redes sociais, Marinho usou o caso para criticar o PT e reforçar a campanha de Flávio Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial.
“Sério!!! O PT do Lula envolvido com corrupção??? Quem poderia imaginar…”, escreveu o senador. Na sequência, Marinho afirmou que os eleitores darão uma resposta nas urnas no próximo dia 25.
As declarações ocorreram após reportagem da revista Veja revelar relatos feitos por Vorcaro sobre supostas negociações envolvendo integrantes ligados ao PT.
Segundo a publicação, Vorcaro afirmou que aproximadamente R$ 30 milhões em espécie teriam sido destinados a despesas de um documentário sobre Lula produzido no exterior, além de mencionar pagamentos ao Instituto Lula.
O ex-banqueiro também citou o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto e relatou supostas negociações para que o Banco Master tivesse acesso a operações envolvendo fundos de pensão de servidores federais.
Em um dos áudios divulgados, Vorcaro afirma que os recursos destinados à produção sobre Lula teriam sido repassados “por fora”. Ele compara o caso ao financiamento de Dark Horse, produção sobre Jair Bolsonaro, que, segundo o próprio ex-banqueiro, teria recebido recursos por meio de patrocínio formal.
A reportagem também cita Alexandre Padilha e outros integrantes do governo em relatos sobre supostas negociações envolvendo o Banco Master.
Acusações são contestadas
As declarações de Vorcaro, no entanto, ainda não representam comprovação dos fatos narrados.
Segundo a CNN Brasil, integrantes da Polícia Federal afirmaram que propostas de colaboração apresentadas pelo ex-banqueiro não avançaram por falta de elementos mínimos que dessem sustentação às acusações. A Procuradoria-Geral da República também teria considerado insuficientes as provas apresentadas.
Lula negou ter solicitado ou recebido qualquer vantagem financeira de Vorcaro e afirmou que nunca autorizou terceiros a receber recursos em seu nome. Padilha também negou qualquer relação irregular com o ex-banqueiro.
A divulgação dos relatos ocorre em meio à campanha do segundo turno presidencial entre Lula e Flávio Bolsonaro, marcado para 25 de outubro.




