DF faz história: três mulheres formarão bancada feminina e de direita no Senado

Michelle Bolsonaro e Bia Kicis se juntam a Damares Alves e colocam Brasília no centro de um marco inédito da representação feminina na política brasileira

Brasília fez história nas urnas. E fez com mulheres.

A partir de 2027, o Distrito Federal terá a primeira bancada do Senado Federal formada exclusivamente por mulheres em toda a história do país.

Com a eleição de Michelle Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL) neste domingo (4), as duas se juntarão à senadora Damares Alves (Republicanos), que tem mandato até 2031.

Pela primeira vez, portanto, as três cadeiras de uma mesma unidade da Federação no Senado serão ocupadas simultaneamente por mulheres.

E o resultado traz outra característica para a representação política da capital: além de feminina, a bancada será composta integralmente por parlamentares de partidos identificados com o campo da direita e do conservadorismo brasileiro.

Michelle e Bia conquistam as duas vagas

As duas cadeiras em disputa ficaram com Michelle Bolsonaro e Bia Kicis.

Em sua primeira eleição para um cargo público, Michelle Bolsonaro foi a candidata mais votada para o Senado no Distrito Federal, com 938.496 votos, o equivalente a aproximadamente 29,1%.

Bia Kicis, que deixa a Câmara dos Deputados após dois mandatos como deputada federal, conquistou a segunda vaga, com 886.616 votos, cerca de 27,4%.

As duas terão mandatos de oito anos, de 2027 a 2035.

Michelle e Bia substituirão Leila Barros (PDT) e Izalci Lucas (PL). A terceira cadeira permanece com Damares Alves, eleita em 2022.

Três mulheres. Três cadeiras. Um fato inédito

O resultado coloca o Distrito Federal em uma posição inédita na história política brasileira.

Nenhum estado e nem o próprio DF havia conseguido reunir, ao mesmo tempo, três mulheres ocupando todas as suas vagas no Senado.

Há ainda outro marco: Michelle Bolsonaro e Bia Kicis são as primeiras duas mulheres eleitas simultaneamente para representar uma mesma unidade da Federação no Senado.

A presença feminina na representação do DF na Casa é relativamente recente. Leila Barros, eleita em 2018, foi a primeira mulher escolhida pelos eleitores brasilienses para o Senado. Em 2022, veio a eleição de Damares Alves.

Agora, em 2026, duas mulheres conquistam juntas as duas vagas colocadas em disputa.

Mulheres dominaram a votação no DF

E a força feminina não apareceu apenas entre as eleitas.

As quatro primeiras colocações da disputa pelo Senado no Distrito Federal ficaram com mulheres.

Depois de Michelle Bolsonaro e Bia Kicis apareceram Leila Barros, que buscava a reeleição, e Erika Kokay (PT), que disputou pela primeira vez uma cadeira no Senado.

Ou seja: independentemente das diferenças partidárias e ideológicas entre as candidatas, o eleitor brasiliense colocou quatro mulheres à frente dos homens na corrida pelas duas vagas do Senado.

É um retrato importante de uma eleição em que a presença feminina deixou de ser apenas parte do discurso sobre representatividade e apareceu diretamente no resultado das urnas.

Uma bancada feminina com identidade política definida

A nova bancada também terá uma característica política clara.

Michelle Bolsonaro e Bia Kicis pertencem ao PL. Damares Alves é do Republicanos. As três construíram suas trajetórias públicas vinculadas a pautas do campo conservador.

Michelle levou para a campanha temas como inclusão das pessoas com deficiência, Libras, doenças raras, voluntariado e atenção às pessoas em situação de vulnerabilidade.

Bia Kicis tem atuação ligada, entre outros temas, à segurança pública, liberdade de expressão e questões institucionais.

Damares Alves, por sua vez, chegou ao Senado depois de comandar o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos e tem atuação parlamentar relacionada, entre outras áreas, à proteção de mulheres, crianças, idosos e pessoas com deficiência.

A partir de fevereiro de 2027, essas três trajetórias passam a dividir a responsabilidade de representar o Distrito Federal no Senado.

Brasília abre um novo capítulo

O resultado das urnas de 2026 produz uma fotografia que seria difícil imaginar há algumas décadas: as três vozes do Distrito Federal no Senado serão femininas.

São três mulheres, de duas legendas, ocupando três das posições políticas mais importantes destinadas à capital da República no Congresso Nacional.

Para o Mulher Capital Brasília, que acompanha a participação das mulheres nos espaços de decisão, o resultado também registra uma mudança concreta na história política da capital.

Afinal, representação não está apenas no discurso.

Em 2027, quando o Distrito Federal olhar para suas três cadeiras no Senado Federal, encontrará três mulheres sentadas nelas.

Michelle Bolsonaro. Bia Kicis. Damares Alves.

Brasília terá, pela primeira vez, uma bancada no Senado 100% feminina.

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