Governadora participou da Brutas, que reuniu milhares de pessoas no Eixão do Lazer em uma mobilização pelo enfrentamento à violência contra as mulheres
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), participou da Brutas – Correndo ou Pedalando Contra o Feminicídio, realizada no domingo (20), no Eixão do Lazer, na altura da 104 Norte.
A mobilização reuniu milhares de pessoas em caminhada, corrida e passeio ciclístico para chamar a atenção para a violência contra as mulheres. Segundo a organização, mais de 15 mil pessoas se inscreveram para o evento.
Durante a programação, Celina destacou a importância da denúncia como instrumento para interromper o ciclo de violência. Segundo a governadora, o Distrito Federal registrou, no ano passado, cerca de 19 mil ocorrências relacionadas à violência contra mulheres.
“A maior arma que nós podemos ter contra o feminicídio é divulgar para que as pessoas e as mulheres tenham coragem de denunciar. A denúncia é a primeira chave para que as mulheres possam de verdade sair da violência”, afirmou.
Celina também mencionou dois casos recentes de feminicídio que, segundo ela, não possuíam registro anterior de ocorrência, apesar de as vítimas já sofrerem violência.
A governadora defendeu ainda que o enfrentamento à violência contra a mulher precisa envolver os homens e passar pela conscientização sobre comportamentos machistas.
Durante sua fala, Celina resumiu a mensagem da mobilização: “O amor não fere, o amor não mata, o amor não sufoca, o amor é livre.”
Movimento transforma esporte em conscientização
Idealizada pela ativista Jéssica Cytrus, sobrevivente de uma tentativa de feminicídio, a Brutas busca utilizar o esporte como instrumento de conscientização e dar visibilidade às mulheres que vivem situações de violência.
A programação contou com caminhada de 1 km, corridas de 3 km e 6 km e passeio ciclístico. A proposta não teve caráter competitivo, sem cronometragem, classificação ou premiação.
Mais do que cruzar uma linha de chegada, o encontro levou ao Eixão uma mensagem que precisa alcançar toda a sociedade: romper o silêncio e buscar ajuda pode ser o primeiro passo para interromper a violência.




