Liberdade, igualdade e mediocridade.

Em Variedade por Vitório da CasernaDeixe um comentário

Você, leitor, consegue oferecer à alguém aquilo o que você não tem?

Conseguiria doar um copo d’água sem água ter?

Ainda, há como fornecer dignidade humana à sociedade quando o que se recebe do Estado é um trato não condizente à sua humanidade?

Pior, quando em seu ambiente de trabalho animais (cavalos, cachorros e tantos outros) são tratados com mais cuidado e humanidade do que os próprios seres humanos, há como tais humanos corresponderem a necessidade de trato humano de toda uma coletividade?

Então vejamos, imagine que o seu exercício de defesa – sim, aquele que se exerce perante um juiz –, pudesse ser entendido como uma prática proibida, pois estaria a censurar o ato de um superior.

Outro ponto, ainda no campo da imaginação, um lugar dentro do Estado Democrático de Direito onde não há o direito ao descanso devido e que por isso, por vezes, não se consegue dar a atenção devida à sua família.

Acha pouco? ok!

Agora pense: seu filho, sua esposa (qualquer ente querido) necessite de atendimento hospitalar de urgência/emergência, contudo o mesmo é negado pela Administração Pública, ficando aquela pessoa amada à própria sorte. No entanto, qualquer expressão no sentido de se indignar com tal tipo de abandono pudesse lhe deixar atrás das grades por até 365 dias.

Isso não existe, nem mesmo no Estado Castrense!

Agora reflita: suponha que assim seja a vida dos humanos que lhe forneçam segurança pública, ou seja, desprovidos de trato humano, há como os mesmos lhe fornecerem uma segurança pública humanizada?

Eu termino por aqui, tirem suas próprias conclusões!

Feliz Páscoa!

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